A Internet das Coisas
Entenda O QUE É e Porque Isso Afeta o Seu Negócio.

Entenda o conceito ”IoT ” e o que pode mudar com a sua aplicação.

Aqui você encontra um apanhado geral sobre IOT sua importância, e como a internet das coisas, ou IoT (Internet of things, em inglês), impacta o seu modo de vida e da sua família de uma forma bastante ampla. A sua empresa está mais do que inserida nesse contexto, e precisa acompanhar essas transformações.

Lembra dos Jetsons? Ainda não temos carros voadores, ou robôs que conversam enquanto passam espanador na casa, mas saiba que a grande revolução da tecnologia e das máquinas usadas em favor da vida humana já começou e tem nome: internet das coisas.

Bem-vindo à era da internet das coisas!

Quando falamos em coisas, é literal, são seus eletrodomésticos, sapatos, remédios, seu carro, suas janelas e paredes de casa, roupas – enfim, tudo, todas as suas coisas.

Buscando exemplos simples de como a internet das coisas poderia estar presente na vida de uma pessoa, temos ideias como a de um dispositivo que permita acender e apagar luzes na sua casa de qualquer lugar pelo celular, uma garagem que se abre sozinha ao detectar que o carro está se aproximando, ou ainda portas de casas com reconhecimento facial ou biometria, e por aí vai…

O Brasil já está superando o desafio de conectar pessoas à internet. Dados do IBGE indicam que o país atingiu em 2014 o marco 86,7 milhões de habitantes conectados, o que representa mais de 50% de população do país.

O DESAFIO AGORA É ENTRAR NA ERA DA INTERNET DAS COISAS, OU SEJA, COM PESSOAS E COISAS CONECTADAS À INTERNET

Faça um rápido exercício: tente se lembrar dos objetos que você usa para se conectar à internet. Smartphone, tablet, notebook, desktop. Você utiliza pelo menos um desses dispositivos, certo? Mas há outros equipamentos que se conectam à internet para realizar atividades específicas. Quer um exemplo? Smart TVs. Talvez você tenha uma (ou mais): com elas, você pode acessar serviços como Netflix, YouTube e Spotify de modo direto, sem ter que ligá-las ao seu PC ou smartphone.

Agora, imagine um cenário em que, além da sua TV, vários objetos da sua casa se conectam à internet: geladeira, máquina de lavar, forno de micro-ondas, termostato, alarme de incêndio, sistema de som, lâmpadas, enfim.

A conectividade existe para que os objetos possam ficar mais eficientes ou receber atributos complementares. Nesse sentido, a Samsung, por exemplo, já lançou geladeiras inteligentes com tela LCD capazes de reproduzir a tela do smartphone do usuário no refrigerador. Com isso, o usuário pode reproduzir vídeos e músicas, consultar a previsão do tempo e até mesmo fazer compras online enquanto verifica na geladeira os itens que precisam ser comprados. O refrigerador traz ainda um aplicativo chamado Epicurious, que permite a consulta de receitas online.

A Nike e a Apple desenvolveram um sensor – que já está disponível no site da Apple -, para ser colocado embaixo da palmilha do tênis. Usando o smartphone ou Ipod, o corredor pode definir a distância que pretende correr, quantas calorias deseja perder, o seu trajeto e até mesmo uma lista de músicas para ouvir durante o seu exercício. Ao finalizar esta atividade, todas as informações são enviadas automaticamente para um site, onde é possível acompanhar o histórico de corridas, a evolução e até dividir resultados com outros corredores conectados.

O protótipo Mobii, que está sendo desenvolvido pela Ford e pela Intel, pretende reinventar o interior dos automóveis. Ao entrar em um carro com essa tecnologia, uma câmera vai fazer o reconhecimento do rosto do motorista, a fim de oferecer informações sobre seu cotidiano, recomendar músicas e receber orientações para acionar o mapa com GPS. Se o sistema não reconhecer a pessoa, ele tira uma foto e manda as informações para o celular do dono, evitando furtos. Esse é um exemplo de um carro dentro de um ambiente da Internet das Coisas, com acessórios online e agindo de maneira inteligente.

A Universidade da Califórnia de São Francisco (UCSF) também está investindo nesse ramo e usou Google Glass na mesa de cirurgia. O teste foi feito pelo doutor Pierre Theodore, um cirurgião, mas ele enfrentou alguns problemas. Os comandos de voz não funcionaram bem na hora de fazer uma operação e para agilizar os procedimentos, um operador acionou os comandos dos óculos pela conexão sem fio. O aparelho funcionou com imagens de raio-X, mas precisou de uma claridade menos intensa para exibir informações com maior nitidez. A iniciativa pode ser o início do uso de gadgets móveis em massa por parte de médicos, sobretudo os novos óculos tecnológicos.

É possível que, pelo menos atualmente, você não tenha muito interesse em ter uma casa amplamente conectada. Sob esse ponto de vista, a Internet das Coisas pode não parecer lá muito relevante. Mas é um erro pensar que o conceito serve apenas para o lar: há aplicações não ligadas ao ambiente doméstico em que o conceito pode trazer ganho de produtividade ou diminuir custos de produção, só para dar alguns exemplos. Vamos a outros mais detalhados:

– Hospitais e clínicas: pacientes podem utilizar dispositivos conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão sanguínea, por exemplo, e os dados coletados serem enviados em tempo real para o sistema que controla os exames;

– Agropecuária: sensores espalhados em plantações podem dar informações bastante precisas sobre temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De igual forma, sensores conectados aos animais conseguem ajudar no controle do gado: um chip colocado na orelha do boi pode fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de vacinas e assim por diante;

– Fábricas: a Internet das Coisas pode ajudar a medir em tempo real a produtividade de máquinas ou indicar quais setores da planta precisam de mais equipamentos ou suprimentos;

– Lojas: prateleiras inteligentes podem informar em tempo real quando determinado item está começando a faltar, qual produto está tendo menos saída (exigindo medidas como reposicionamento ou criação de promoções) ou em quais horários determinados itens vendem mais (ajudando na elaboração de estratégias de vendas);

– Transporte público: usuários podem saber pelo smartphone ou em telas instaladas nos pontos qual a localização de determinado ônibus. Os sensores também podem ajudar a empresa a descobrir que um veículo apresenta defeitos mecânicos, assim como saber como está o cumprimento de horários, o que indica a necessidade ou não de reforçar a frota;

– Logística: dados de sensores instalados em caminhões, contêineres e até caixas individuais combinados com informações do trânsito, por exemplo, podem ajudar uma empresa de logística a definir as melhores rotas, escolher os caminhões mais adequados para determinada área, quais encomendas distribuir entre a frota ativa e assim por diante;

– Serviços públicos: sensores em lixeiras podem ajudar a prefeitura a otimizar a coleta de lixo; já carros podem se conectar a uma central de monitoramento de trânsito para obter a melhor rota para aquele momento, assim como para ajudar o departamento de controle de tráfego a O papel das redes 5G

Em um cenário em que a Internet das Coisas é amplamente difundida, haverá sensores, chips e dispositivos relacionados por todos os lados.

Cada um desses itens precisará estar conectado. Com o IPv6, que oferece um número extremamente elevado de endereços para os dispositivos (na prática, é quase como se a quantidade de endereços fosse ilimitada), conectar esses dispositivos não será problema. A limitação vem das tecnologias de comunicação: as redes atuais não foram projetadas para permitir tantas conexões de dispositivos tão distintos. Daí a perspectiva esperançosa sobre o 5G. 

Além de oferecer altíssima velocidade para transmissão de dados, as redes 5G permitirão, por exemplo, que cada dispositivo baseado em IoT utilize apenas os recursos necessários, sempre na medida exata. Isso evitará gargalos na rede, assim como desperdício de energia (um problema intolerável em dispositivos que funcionam apenas com bateria).

Os padrões que definem a quinta geração de redes móveis não estão completamente definidos. Mas a expectativa é a de que o 5G esteja pronto para ser usado massivamente em 2020. Nesse ano, estima-se que haverá cerca de 50 bilhões de dispositivos on-line, com esse número devendo crescer rapidamente a partir daí.

Segundo dados divulgados pelo Gartner, em 2015 o número de dispositivos conectados à internet deve chegar a 4,9 bilhões no mundo todo, um aumento de 30% em relação a 2014. Ainda segundo o Gartner, os investimentos em Internet das Coisas devem chegar a US$ 69 bilhões em 2015 e alcançar quase US$ 300 bilhões em 2020. A Internet das Coisas também vai revolucionar processos industriais, com potencial, de acordo com eles, para adicionar US$ 14 trilhões à economia global até 2030. Isso quer dizer que, mesmo que não caiba aplicar essa tecnologia em um produto, a internet das coisas pode ser importante para melhorar seus processos de produção.

Mas o que realmente pode mudar com a aplicação desse conceito?

A limitação de tempo e da rotina fará com que as pessoas se conectem à Internet de outras maneiras, assim, será possível acumular dados do movimento de nossos corpos com uma precisão muito maior do que as informações de hoje.

Com esses registros, se conseguirá reduzir, otimizar e economizar recursos naturais e energéticos, por exemplo. Para o especialista, essa revolução será maior do que o próprio desenvolvimento do mundo online que conhecemos hoje.

Como se vê, a criatividade é capaz de trazer aplicações realmente interessantes. Ainda não sabemos de fato o potencial da revolução da internet das coisas, mas sabemos que decididamente não há dúvidas de que será um divisor de águas no modo de vida das pessoas.

Mark Weiser (1952-1999) – “AS TECNOLOGIAS MAIS IMPORTANTES SÃO AQUELAS QUE DESAPARECEM. ELAS SE INTEGRAM À VIDA NO DIA A DIA ATÉ SEREM INDISTINGUÍVEIS DELE”
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